D7 vs D8 qual o visto certo para viver em Portugal?
Quando escolher o D7 És reformado, vives de rendas ou dividendos, e o teu rendimento é estável mas modesto. O D7 aceita valores mais baixos porque assume que não vais competir no mercado de trabalho português.
Quando escolher o D8 Trabalhas para uma empresa estrangeira (ou como freelancer com clientes internacionais) e ganhas pelo menos 4× o salário mínimo português. É o visto pensado para tech, marketing, design remoto.
Fiscalidade em 2026 (pós-NHR) O regime NHR terminou em 2024. O sucessor — IFICI / NHR 2.0 — só cobre atividades científicas e de I&D qualificadas, o que exclui a maioria dos nómadas. Prepara-te para tributação normal (IRS progressivo até 48%) ou avalia estrutura como trabalhador independente com regime simplificado.
Erros comuns
- Pedir D7 com rendimento de freelancing (é ativo, não passivo — SEF/AIMA recusa).
- Contar poupanças como rendimento (não conta — tem de ser fluxo mensal).
- Chegar sem NIF e conta bancária portuguesa (bloqueia o consulado).
Próximos passos → [Documentos exigidos pelo consulado para D7/D8] → [Como abrir conta bancária a partir do estrangeiro] → [O que fazer nos primeiros 30 dias em Portugal]
Resumo rápido
| D7 | D8 | |
| Perfil | Reformados, rentistas | Trabalhadores remotos |
| Origem do rendimento | Passivo (pensão, rendas, dividendos) | Ativo (salário/prestação de serviços a empresa fora de PT) |
| Rendimento mínimo mensal (2026) | ~870€ (1× SMN) | ~3 480€ (4× SMN) |
| Prova de rendimentos | 12 meses | 3 meses + contrato |
| Caminho para nacionalidade | 5 anos | 5 anos |

